Dor na coluna e Hérnia de Disco aposentam? Entenda quando o problema gera direito ao benefício por incapacidade ou indenização.

A dor nas costas é a maior causa de afastamentos do trabalho no Brasil. Hérnia de disco, bico de papagaio, escoliose grave, protusão discal… Quem tem, sabe: a dor trava, impede de sentar, de levantar peso e até de dormir.

Porém, ter uma hérnia de disco no exame de Ressonância Magnética não garante a aposentadoria. O INSS nega milhares de pedidos todos os dias baseados apenas em exames de imagem. Por que isso acontece?

Porque o INSS não avalia a “doença”, ele avalia a “incapacidade”.

Neste artigo, vamos te ensinar a provar que a sua dor te impede, de fato, de trabalhar.

1. A diferença entre Doença e Incapacidade

O perito do INSS costuma dizer: “Muita gente tem hérnia e trabalha normalmente”. E, tecnicamente, ele está certo.

O seu desafio é provar que, no seu caso específico e na sua profissão, a hérnia impede o labor.

  • Cenário A (Pedreiro com hérnia lombar): O trabalho exige carregar peso e flexionar a coluna. É quase impossível trabalhar. A chance de benefício é altíssima.

  • Cenário B (Recepcionista com hérnia lombar): O perito pode alegar que o trabalho é leve/sentado e negar o benefício. Nesse caso, precisamos provar que a posição sentada causa dor insuportável ou compressão nervosa.

2. Aposentadoria por Invalidez ou Auxílio-Doença?

  • Auxílio-Doença: Indicado para crises agudas (“travou a coluna”). O objetivo é tratar, fazer fisioterapia e tentar voltar.

  • Aposentadoria por Invalidez: Indicada quando já foram feitas cirurgias, tratamentos diversos, e a dor não passa, tornando impossível qualquer reabilitação profissional.

3. A Indenização Escondida (Auxílio-Acidente)

Se você operou a coluna ou fez um longo tratamento, voltou a trabalhar, mas não consegue mais carregar o mesmo peso de antes ou tem restrição de movimentos, você tem direito ao Auxílio-Acidente.

É um valor mensal (50% do salário de benefício) que você recebe além do seu salário, como uma compensação pela “perda de potência” da sua estrutura corporal.

4. O Laudo Médico Vencedor

Não leve apenas o exame de imagem para a perícia. Leve um laudo atualizado do seu ortopedista descrevendo:

  1. A limitação de movimento (ex: “flexão da coluna limitada a 30 graus”).

  2. A falha dos tratamentos conservadores (fisioterapia/medicamentos).

  3. A relação direta entre o esforço físico e a piora da dor.

Conclusão

Não trabalhe à base de morfina e anti-inflamatórios, destruindo seu estômago e rins, apenas para manter o emprego. Se a coluna não aguenta, o INSS deve prover seu sustento.

Sofre com dores na coluna e o INSS negou seu benefício? Nós analisamos seus exames e buscamos na Justiça a perícia com um médico especialista de verdade.

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